quarta-feira, 22 de junho de 2011

A Falta da Transmissão de Cultura

Em muitas organizações a cultura não é divulgada de forma clara. Por sua vez, os colaboradores não sabem nem do que se trata o assunto. É preciso informá-los para que eles saibam dos princípios, missão e valores de sua organização, para assim poderem agir de forma alinhada a esta.

Quando há falta da divulgação da cultura organizacional em uma empresa, vemos diversos problemas que poderiam ser  fáceis de se solucionar e que muitas vezes crescem, sem solução. Há casos da contratação de novos colaboradores vindos de outra empresa e que teve a cultura transmitida anteriormente e começa a atuar de tal forma, diferente dos demais colaboradores e do ritmo da empresa, pois não foram passados a ele os princípios e valores da organização. Nesta situação encontramos  um problema muito comum de comunicação, quando o funcionário não anda como o esperado em sua contratação e no final do mês acarretamos problemas como: diminuição dos lucros, mal entendimento da atividade passada e etc. A cultura da empresa deve estar presente em todas suas ações (produção, planejamento de crise, movimento sócio - cultural), fortalecendo assim sua imagem.

A equipe de comunicação deve ser a responsável pela transmissão e absorção da cultura organizacional para os colaboradores. Para isso são criados diversos veículos como: revistas internas, TV corporativa, intranet, jornal mural e workshops de integração, com o objetivo de transmitir a cultura organizacional de diversas formas.

Juliana Abrão

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cultura Organizacional X Qualidade de Vida


Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, as exigências da cultura organizacional são cada vez maiores na busca de poder e lucro empresarial em detrimento da saúde do colaborador. Nesse antigo paradigma, as relações de trabalho rígidas e insatisfatórias levam à falta de estímulo do funcionário para exercer o trabalho, ao baixo rendimento e até ao adoecimento do profissional. Dessa forma, a cultura organizacional estática, que não promove mudanças de acordo com as necessidades empresariais e/ou pessoais, exerce papel de mentor de diversas doenças, colocando em risco a saúde das pessoas.

Muitas vezes tais doenças dependem das culturas que são impostas aos funcionários, determinando comportamentos e reações ditas como normais a custo de sofrimento para adaptar-se a certos contextos. Ao mesmo tempo, é na cultura organizacional que se define os desajustes e as insatisfações para as melhorias pessoais e, consequentemente, da empresa, gerando maior lucratividade com o melhor desempenho profissional. Por meio dessa perspectiva, como alinhar as exigências da cultura organizacional com a qualidade de vida?

Novos modelos de gestão podem ser viabilizados por meio de discussão de grupos focais e operativos para avaliar conceitos e identificar problemas executados pelos funcionários, além de treinamentos para a construção de condições favoráveis ao desempenho profissional. Outras iniciativas, como a implementação de Ginástica Laboral e a criação da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT) também já são incorporadas por diferentes empresas, a fim de divulgar e orientar os profissionais sobre a prevenção de acidentes e melhorar a qualidade de vida dentro do ambiente corporativo. 

   A Ginástica Laboral consite em uma série de exercícios realizados no trabalho para melhorar a saúde física do trabalhador, reduzindo e prevenindo problemas ocupacionais, como as Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Já a SIPAT é promovida pelos funcionários da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), regulamentada pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) pelo Ministério do Trabalho.

Apesar de muitas organizações já incorporarem tais ações no dia a dia dos colaboradores, outras ainda vivem o velho paradigma: lucrar sem pensar no funcionário. Porém, por meio da criação de um novo modelo da cultura que envolva variáveis como ritos, crenças, valores e relações transparentes da liderança com os funcionários, a gestão deve ser feita por meio de práticas que devem ter como objetivo principal promover o bem-estar do trabalhador, integrando a produtividade à qualidade de vida no trabalho. 

Criar esse novo modelo é uma estratégia que envolve competências e habilidades que podem ser desenvolvidas em programas de capacitação de líderes, a fim de melhorar a gestão com a equipe. Por parte do funcionário, além de algumas iniciativas citadas, é válido que a empresa disponibilize cursos de especialização para que o profissional aprimore seu potencial, com o objetivo de obter mais capacitação, estímulo e exerça seu trabalho com qualidade de vida, que significa menos adoecimento dentro de uma cultura organizacional.

Maria C. Nogueira

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Cultura Organizacional nas Universidades

Como estudantes da Faculdade Cásper Líbero, temos conhecimento da existência de uma grande rivalidade entre algumas Universidades, sendo as principais delas a USP, PUC e Mackenzie. Porém, ao analisarmos o comportamento dentro das instituições podemos observar que poucos sabem a origem desta rivalidade. Mas porque isso acontece?

A rivalidade entre as faculdades que foram citadas a cima acontece devido a um momento histórico que ocorreu durante a ditadura militar. No ano de 1968, a Rua Maria Antônia, localizada no bairro do Higienópolis, abrigava duas importantes instituições de ensino: de um lado ficava o prédio da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (USP - FFLCH); do outro, o Mackenzie. Os dois gigantes da educação estavam tão próximos fisicamente, mas absolutamente distantes do ponto de vista ideológico, já que a USP possuía uma postura política de esquerda, e o Mackenzie, de direita. 

Há relatos que no início da ditadura militar no Brasil, durante os momentos mais amenos, alunos da USP não podiam estacionar seus automóveis do lado do Mackenzie, assim como os do Mackenzie não deveriam parar no lado oposto da rua, e caso algum aluno atravessasse essa fronteira imaginária criada, teria seu carro riscado como forma de retaliação. Com o avanço da ditadura no país, a rixa entre eles aumentou assim como a clandestinidade das principais entidades estudantis (UNE e UEE). Elas dominavam os centros acadêmicos da USP, assim como as Células da Ação Popular (AP), do Partido Comunista. Enquanto isso no Mackenzie, policiais civis e militares misturavam-se aos universitários e grupos paramilitares de direita encontraram abrigo no local.

No momento em que o prédio da USP foi ocupado, o movimento paramilitar existente no Mackenzie, o CCC (Comando de Caça aos Comunistas), sentiu-se bastante incomodado já que lá era discutido o futuro do movimento estudantil e para eles acabar com o prédio rival era o melhor a ser feito. Para isso, no dia 2 de outubro de 1968, o pedágio dos estudantes secundaristas ligados à Ubes, parava os carros que passavam nas ruas Maria Antônia e Itambé para arrecadar dinheiro para o 30º Congresso da UNE. Alguns estudantes do Mackenzie, que foram parados no pedágio dos secundaristas, reagiram com indignação, e essa discussão gerou um conflito muito grande, e tiveram que ser chamados policiais para tentar acabar com a violência gerada.

Depois de entendermos de onde vem essa rixa existente entre as duas faculdades, demos nos questionar se é saudável absorver a cultura organizacional sem questioná-la. Como já foi abordado neste blog, ao ingressarmos em uma organização, sendo ela voltada para educação ou trabalho, passamos por diversos ritos e o primeiro deles é o rito de integração. Neste temos um primeiro contato com a cultura organizacional e muitas vezes absorvemos uma boa parte dela, porém sem saber ao certo o porquê. Devemos nos portar da maneira que nos é cobrada, uma vez que não há uma justificativa que possa mostrar as razões daquele tipo de comportamento. No momento que ingressamos na universidade, nos são passados diversos mitos, ritos e rivalidades, porém sem qualquer explicação aprofundada do por que precisamos agir da forma com que nos foi passada, simplesmente devemos seguir os padrões sem questionar.

Daniella B. Miguel

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Mudanças na Cultura Organizacional

Segundo Edward B. Tylor, cultura é “aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da sociedade”.

Se conduzir uma cultura não é uma tarefa fácil, imagine mudá-la, depois de já estar enraizada e ter influenciado todas as ações durante gerações. No entanto, às vezes essa mudança é necessaria dentro de uma organização. Apesar de difícil, certamente não é impossível modificar algo que já está naturalmente presente na vida de todos os que participam ativamente, mas que por algum motivo não está mais trazendo resultados positivos ou tão satisfatórios. Nem sempre uma mudança é ruim, pelo contrário: a Cultura Organizacional deve ser vista como boa, no entanto passa a ter o lado contrário quando esta não é aceita absolutamente. Nada que fuja dos seus costumes, dos seus padrões, muitas vezes não acompanhando tendências de mercado, não inovando, ou ainda perdendo novas ideias que podem acrescentar muito e trazer bons frutos, que em muitos casos são impedidos de ir a frente, porque na cabeça dos gestores, se foi feito de um jeito até então, não há motivos para fazer diferente. Esse pensamento acaba prejudicando a organização, que fica presa as suas raízes, que tem o seu lado bom de nunca perder a sua identidade. Mas a cultura é dinâmica, podendo sofrer mudanças ao longo do tempo, pois ela tem o poder de adaptação e é cumulativa, ou seja, não precisa ter sua raiz cortada ao acrescentar novas sementes, que trarão frutos melhores e maiores. Ela não precisa perder a sua origem e as suas características básicas ao se adaptar a um novo ambiente. Por exemplo, uma pessoa que saí do Nordeste para viver no Sul do país, não troca de pele para se adequar as novas temperaturas, ela simplesmente se adapta a essas mudanças. É natural ao longo dos anos ganhar e perder alguns traços culturais em diferentes sociedades, faz parte e isso deve ser encarado de uma forma mais leve.

Uma empresa, sendo familiar ou não, tem sua cultura baseada nos seus criadores, que a idealizaram e a fundaram, colocando naturalmente todo o seu conhecimento bem como os costumes que refletem diretamente na forma de comandar e organizar. Um exemplo fácil é o de um país, que por menor que seja, certamente apresentará diferenças de costumes e valores de região para região. Basta lembrarmos de todos os países colonizados, onde essa mudança teve que ser implatada “na marra”, contra a vontade de quem já habitava aquele lugar e se viu obrigado a mudar tudo, inclusive sua religião. A diferença é que essas mudanças realizadas de forma exploratória, não significavam uma melhoria, enquanto a mudança a que estamos nos referindo aqui, indica somente melhorar a uma determinada cultura que pode estar “gasta”, não conseguindo trazer os mesmos resultados de antes. É um processo complicado, dolorido, demorado, que sofre resistência, mas que em muitos casos, precisa realmente ser feito e não deve ser encarado de forma ruim. O importante é nunca perder a peculiaridade e a identidade da organização, o que não significa não estar aberto a possíveis mudanças que venham para somar e não para diminuir. 

Abaixo está um link divertido e interessante que mostra justamente essa questão. Vale a pena assistir, pois de uma forma simples e eficaz, passa essa ideia que é bastante clara, mas que muitos não pensam a respeito. As pessoas não podem nunca perder a vontade de questionar, pois só assim é que se chega aos grandes resultados, em qualquer área. Se fazemos simplesmente o óbvio só porque já é feito assim desde sempre, sem questionar se existe outras possibilidades e se há outra maneira melhor de executar, não saímos do lugar e perdemos tempo, que é algo valioso em um mundo extremamente rápido e cada vez mais recheado de avanços e novidades em todos os campos. 

Diego C. Conceição




quarta-feira, 25 de maio de 2011

Fusão de Culturas

O que acontece quando uma organização se une a outra? Como ficará a cultura dessa nova organização que está nascendo?! Essas podem ser perguntas não tão frequentes aos colaboradores das organizações até que ocorre uma fusão de organizações.
Em muitos casos quando a comunicação não é bem trabalhada e bem elaborada, de forma que o colaborador entenda o que está acontecendo, podem ocorrer perda de negócios e as culturas tão distintas podem por sua vez ser tornarem um obstáculo na hora de implementar mudanças.

Por isso é preciso que a equipe de comunicação de ambas as empresas se empenhem, para que de maneira clara, fácil e didática os colaboradores comecem a perceber que a cultura que agora prevalece tem mudanças, adaptações e em alguns casos pode nascer uma nova cultura aproveitando o melhor de cada cultura. Além disso é necessário um planejamento, para não haver perda de talentos nem de valores sólidos.
No momento da fusão a organização deve se preocupar não só com o publico interno, mas também com os outros públicos de interesse da empresa, para que sua credibilidade principalmente junto aos colaboradores e clientes não seja abalada.
No entanto, não existe uma formula exata para tal, planejar a cultura de uma nova organização que nasceu de duas, depende do caso, existem históricos nos quais a cultura mais forte prevalece, outras uma nova é criada. Para decidir o que é melhor para a organização é preciso levar em consideração os objetivos estratégicos e interesses dos acionistas.
O trabalho exige uma avaliação cautelosa da equipe de comunicação que vai entender, dentro do processo todo, um planejamento para estruturar o processo de cultura, pensando sempre em como todos vão se familiarizar e integrar.


Carolina Viegas

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Prós e Contras da Cultura Organizacional

A cultural organizacional deve existir para que os objetivos e metas da organização sejam alcançados. Uma de suas funções é fortalecer a identidade da organização, agindo como um mecanismo que faz com que seus colaboradores ajam de maneira similar e adequada dentro do ambiente de trabalho , distinguindo assim uma organização de outra. Ela é criada por estórias e mitos, que ganham força e significado no dia a dia da empresa. A cultura organizacional ajuda na compreensão, além dedar significado para as atividades feitas e propostas ao colaborador, criando assim a autoconfiabilidade da organização.

Um dos problemas da cultura organizacional está na dificuldade de adaptação. Muitas vezes uma empresa necessita de uma mudança, e por ter uma cultura muito forte, não consegue aceitar novas propostas. Outro lado negativo é a existência de subculturas dentro da organização, que gera conflitos dentro da própria organização, fazendo com que estes pequenos grupos "seguidores" de tal cultura, se distanciem da empresa. 

Um caso que podemos citar de subcultura,  é quando um grupo de colaboradores, por menor que seja, não estão acostumados a lidar com tecnologia quando a organização  resolve "se modernizar", colocando aparelhos de tecnologia avançada no ambiente de trabalho. Mesmo após a de treinamentos, muitos funcionários ainda não conseguem se adaptar ao novo ambiente e as máquinas.
 
O que podemos concluir é que a cultura organizacional é um elemento chave para o andamento de uma empresa,  onde  os princípios, valores e tradições são aplicados. Temos o compromisso de transmiti-los de forma clara aos  colaboradores, para que esses possam colaborar nas soluções dos problemas ao invés de criarem um outros.
 
Juliana Abrão

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Elementos da Cultura Organizacional

A cultura organizacional, formada por seus princípios, crenças, valores éticos e morais, é composta por oito elementos que por meio da cultura, definem como a organização se expressa e se comporta. São eles:

Valores: Expressam o comportamento da organização, consistindo na essência da empresa. Devem ser usados de maneira estratégica a fim de atingir os resultados. Os valores são criados muitas vezes pelos fundadores da organização e podem ser exemplos de valores organizacionais  transparência, credibilidade, criatividade, etc.

Crenças: estão relacionadas com a percepção entre a organização e seus funcionários, produto, clientes. É o que a empresa acredita ser verdadeiro, o comportamento, a personalidade e o jeito de ser da organização. Eles se estão presentes de uma forma implícita sem ser clara e objetiva.


Ritos, rituais e cerimônias: são as atividades sequenciais que ocorrem dentro das organizações com objetivos específicos, tornando a cultura mais visível e reforçando os principais valores da organização. Trabalham com o imaginário das pessoas, motivam os funcionários e também reduzem os conflitos. Festas de aniversariantes do mês, prêmio ao melhor funcionário da semana, confraternização de final de ano são alguns exemplos desse terceiro elemento da cultura organizacional.

Estórias e mitos: são contos sobre os fatos que ocorreram e ocorrem na organização, podendo ser verdadeiros ou não. Normalmente, as estórias são caracterizadas em fatos reais e indicam como se devem resolver os problemas e como as decisões devem ser tomadas. Já os mitos, podem existir uma realidade distorcida sem uma sustentação de algum fato ocorrido.


Heróis: pessoas que fizeram parte da organização de uma maneira fortificada, representando coragem, força e/ou determinação. Um exemplo famoso de mito de uma empresa pode ser o empresário do grupo Votorantin, Antônio Ermínio de Moraes.

Tabus: Tudo o que não é permitido na organização, ou seja, os assuntos polêmicos e críticos que são tratados de forma oculta e pouco falados entre seu público interno. Um exemplo bastante visto como um tabu nas organizações é o namoro entre colegas de trabalho, que muitas vezes é proibido.


Normas: são as regras impostas pela empresa que definem os comportamentos tidos como corretos e que devem assim ser seguidos pelos colaboradores. Em sua maioria, as normas são abertamente esclarecidas, conhecidas e faladas.

Comunicação: Como ultimo elemento da cultura organizacional, a comunicação é muito importante, pois se baseia na troca de informações e pode ser tanto informal, por meio de conversas, como formal, por meio de entrevistas e reuniões.

                                                                                      Taimara Moraes