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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cultura Organizacional X Qualidade de Vida


Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, as exigências da cultura organizacional são cada vez maiores na busca de poder e lucro empresarial em detrimento da saúde do colaborador. Nesse antigo paradigma, as relações de trabalho rígidas e insatisfatórias levam à falta de estímulo do funcionário para exercer o trabalho, ao baixo rendimento e até ao adoecimento do profissional. Dessa forma, a cultura organizacional estática, que não promove mudanças de acordo com as necessidades empresariais e/ou pessoais, exerce papel de mentor de diversas doenças, colocando em risco a saúde das pessoas.

Muitas vezes tais doenças dependem das culturas que são impostas aos funcionários, determinando comportamentos e reações ditas como normais a custo de sofrimento para adaptar-se a certos contextos. Ao mesmo tempo, é na cultura organizacional que se define os desajustes e as insatisfações para as melhorias pessoais e, consequentemente, da empresa, gerando maior lucratividade com o melhor desempenho profissional. Por meio dessa perspectiva, como alinhar as exigências da cultura organizacional com a qualidade de vida?

Novos modelos de gestão podem ser viabilizados por meio de discussão de grupos focais e operativos para avaliar conceitos e identificar problemas executados pelos funcionários, além de treinamentos para a construção de condições favoráveis ao desempenho profissional. Outras iniciativas, como a implementação de Ginástica Laboral e a criação da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT) também já são incorporadas por diferentes empresas, a fim de divulgar e orientar os profissionais sobre a prevenção de acidentes e melhorar a qualidade de vida dentro do ambiente corporativo. 

   A Ginástica Laboral consite em uma série de exercícios realizados no trabalho para melhorar a saúde física do trabalhador, reduzindo e prevenindo problemas ocupacionais, como as Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Já a SIPAT é promovida pelos funcionários da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), regulamentada pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) pelo Ministério do Trabalho.

Apesar de muitas organizações já incorporarem tais ações no dia a dia dos colaboradores, outras ainda vivem o velho paradigma: lucrar sem pensar no funcionário. Porém, por meio da criação de um novo modelo da cultura que envolva variáveis como ritos, crenças, valores e relações transparentes da liderança com os funcionários, a gestão deve ser feita por meio de práticas que devem ter como objetivo principal promover o bem-estar do trabalhador, integrando a produtividade à qualidade de vida no trabalho. 

Criar esse novo modelo é uma estratégia que envolve competências e habilidades que podem ser desenvolvidas em programas de capacitação de líderes, a fim de melhorar a gestão com a equipe. Por parte do funcionário, além de algumas iniciativas citadas, é válido que a empresa disponibilize cursos de especialização para que o profissional aprimore seu potencial, com o objetivo de obter mais capacitação, estímulo e exerça seu trabalho com qualidade de vida, que significa menos adoecimento dentro de uma cultura organizacional.

Maria C. Nogueira

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Elementos da Cultura Organizacional

A cultura organizacional, formada por seus princípios, crenças, valores éticos e morais, é composta por oito elementos que por meio da cultura, definem como a organização se expressa e se comporta. São eles:

Valores: Expressam o comportamento da organização, consistindo na essência da empresa. Devem ser usados de maneira estratégica a fim de atingir os resultados. Os valores são criados muitas vezes pelos fundadores da organização e podem ser exemplos de valores organizacionais  transparência, credibilidade, criatividade, etc.

Crenças: estão relacionadas com a percepção entre a organização e seus funcionários, produto, clientes. É o que a empresa acredita ser verdadeiro, o comportamento, a personalidade e o jeito de ser da organização. Eles se estão presentes de uma forma implícita sem ser clara e objetiva.


Ritos, rituais e cerimônias: são as atividades sequenciais que ocorrem dentro das organizações com objetivos específicos, tornando a cultura mais visível e reforçando os principais valores da organização. Trabalham com o imaginário das pessoas, motivam os funcionários e também reduzem os conflitos. Festas de aniversariantes do mês, prêmio ao melhor funcionário da semana, confraternização de final de ano são alguns exemplos desse terceiro elemento da cultura organizacional.

Estórias e mitos: são contos sobre os fatos que ocorreram e ocorrem na organização, podendo ser verdadeiros ou não. Normalmente, as estórias são caracterizadas em fatos reais e indicam como se devem resolver os problemas e como as decisões devem ser tomadas. Já os mitos, podem existir uma realidade distorcida sem uma sustentação de algum fato ocorrido.


Heróis: pessoas que fizeram parte da organização de uma maneira fortificada, representando coragem, força e/ou determinação. Um exemplo famoso de mito de uma empresa pode ser o empresário do grupo Votorantin, Antônio Ermínio de Moraes.

Tabus: Tudo o que não é permitido na organização, ou seja, os assuntos polêmicos e críticos que são tratados de forma oculta e pouco falados entre seu público interno. Um exemplo bastante visto como um tabu nas organizações é o namoro entre colegas de trabalho, que muitas vezes é proibido.


Normas: são as regras impostas pela empresa que definem os comportamentos tidos como corretos e que devem assim ser seguidos pelos colaboradores. Em sua maioria, as normas são abertamente esclarecidas, conhecidas e faladas.

Comunicação: Como ultimo elemento da cultura organizacional, a comunicação é muito importante, pois se baseia na troca de informações e pode ser tanto informal, por meio de conversas, como formal, por meio de entrevistas e reuniões.

                                                                                      Taimara Moraes